Crítica | Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion

Logo após seu lançamento em 1992, o game Mortal Kombat já ganhou inúmeras adaptações em forma de animação e live-action, tanto para o cinema quanto para a TV. Poucas ficaram na memória afetiva dos fãs do jogo. Enquanto a nova adaptação cinematográfica não é lançada, a Warner Bros. disponibiliza para o público Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion, nova animação inspirada no universo da franquia.

O filme animado é dirigido por Ethan Spaulding, conhecido por trabalhar em muitos animações para Warner/DC como O Filho do Batman, Batman: Assalto em Arkham e Liga da Justiça: Trono de Atlântida. O diretor opta por um traço mediano, sem grandes novidades. Sua intenção foi entregar uma história que faz jus ao conceito do jogo, marcado por muitas subtramas. Uma delas é a de Scorpion, visto nos anos 90 como vilão e personagem mais assustador devido aos golpes violentos e viscerais. Mas, na verdade, o ninja possui uma história marcada por tragédias pessoais e uma rivalidade com Sub-Zero, personagem visto como mocinho, mas que na verdade é o contrário.

O filme inicia apresentando a rivalidade entre os clãs de Scorpion e Sub-Zero. Na trama, após o massacre cruel de sua família pelo mercenário Sub-Zero, Hanzo Hasashi é exilado no tortuoso Submundo. Lá, em troca de sua servidão ao sinistro Quan Chi, ele terá a chance de vingar sua família – e ressuscita como Scoprion, uma alma perdida com sede de vingança. De volta ao Plano Terreno, Lorde Raiden reúne uma equipe de guerreiros de elite – o monge Liu Kang, a oficial das Forças Especiais Sonya Blade e o ator de filmes de ação Johnny Cage – um grupo improvável de heróis com uma chance de salvar a humanidade. Para fazer isso, eles devem derrotar a horda de gladiadores da Exoterra de Shang Tsung, vencedor das últimas nove edições do torneio Mortal Kombat. Se ele vencer a décima edição terá controle total sobre a Terra.

O filme apresenta algumas diferenças com o arco clássico do game, mas respeita sua essência. Muitos personagens acabam tendo pouco espaço como Liu Kang, Sonya Blade e Johnny Cage. Responsáveis por proteger o Plano Terreno, o trio tem embates bem agridoces. Cage se destaca um pouco mais por ser um alívio cômico.

A animação é um prato cheio para os fãs dos jogos Mortal Kombat X e Mortal Kombat 11. As cenas de luta se tornam um espetáculo de sangue e de membros retirados de todas as formas. A animação usa e abusa do clássico efeito do golpe raio x, mostrando os ossos sendo triturados por dentro. Além disso, Patrick Seitz, o dublador clássico de Scorpion, retorna à animação e solta o clássico “Get over here”. Vale ressaltar a competente dublagem de Guilherme Briggs na versão nacional do ninja.

Voltado para maiores de 18 anos, Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion deixa um sinal positivo para o futuro da franquia no audiovisual, incluindo o vindouro live-action para o cinema. Não precisa inventar a roda, basta uma história que não desconstrua, mas que mantenha os elementos clássicos que fizeram da criação de Ed Boon um baita sucesso.

Ficou claro que a animação foi uma experiência. Isso fica evidente pelo traço pouco marcante da animação. Mas ao final deste filme, o resultado é que pode caprichar no próximo capítulo.

Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion está disponível desde ontem no Brasil para compra digital e em algumas plataformas como o serviço Looke.

3

Bom

Voltado para maiores de 18 anos, Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion deixa um sinal positivo para o futuro da franquia no audiovisual, incluindo o vindouro live-action para o cinema. Não precisa inventar a roda, basta uma história que não desconstrua, mas que mantenha os elementos clássicos que fizeram da criação de Ed Boon um baita sucesso.

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