Ler é Bom, Vai | Magnus Chase e os Deuses de Asgard, a nova maravilhosa saga de Rick Riordan

Desde já aviso que será um texto grande, afinal estou falando de dois livros maravilhosos!

Apesar de estar escrito no meu perfil que sou da geração Harry Potter (e levemente obcecada pela saga), não é J.K. Rowling minha autora favorita. Esse posto pertence a Rick Riordan.

Autor de excelentes sagas como Percy Jackson e os Olimpianos e As Crônicas dos Kane (todas estão no site brasileiro dele e têm que ser lidas! ), todas voltadas para o universo mitológico, Riordan resolveu abordar a mitologia nórdica em sua nova série. Composta por 3 livros, Os Deuses de Asgard é o assunto da semana no Ler é Bom Vai ! Infelizmente, o terceiro ainda não foi publicado, mas os dois primeiros já são maravilhosos.

Quem leu Percy Jackson, provavelmente irá reconhecer o sobrenome do protagonista da nova saga. Sim, Magnus é primo de Anabeth Chase, namorada de Percy, mas as participações da jovem nos novos livros são bem pequenas, por enquanto. O garoto mora nas ruas de Boston, junto com os dois “mendigos” Hearth (que é surdo) e Blitz. No decorrer da história, iremos descobrir que eles estão bem longe de serem mendigos.

Diferente de Percy, Magnus é mais ‘gente como a gente’. Ele tem problemas financeiros, é atrapalhado e perdido no mundo (sua mãe morreu atacada por um lobo), além de aproveitar o pouco que a vida lhe oferece. Entretanto, assim como Percy, Magnus é filho de um Deus, Frey (o patrono da prosperidade, fertilidade e paz )e é obrigado a adentrar nesse novo mundo, após uma conversa com o tio. De um menino sem teto a um semi-deus, ele descobre coisas sobre os vikings, Valhala, e obviamente, Deuses.

img-magnus-chase                                                via Intrínseca

A aventura começa logo no primeiro livro, onde descobrimos que Boston é o centro do mundo. Os nórdicos também tem problema com seus pertences, e nesse caso, a Espada do Verão foi perdida. Magnus tem de encontrá-la, por ser uma arma de seu pai, e juntamente com Hearth, Blitz e Samirah (uma valquíria), o garoto viaja por todos os reinos que compõe a árvore Yggdrasil, desde Midgard (a Terra) à Hellheim (o reino dos mortos).

Uma coisa que todos precisam saber, e pode ser considerado um spoiler ou não, é que Magnus morre logo no começo do livro. Sim, ele morre mesmo, mas a história só começa a partir desse momento. Diferente da primeira saga, essa é mais engraçada, divertida, louca e extremamente gostosa de se ler. São problemas atrás de problemas, mas com uma dose de diversão em cada momento.

A espada do verão - FRENTE.indd

O livro dois, O Martelo de Thor, foi lançado recentemente no Brasil, e já posso adiantar-lhes que é tão bom e gostoso de ler como o primeiro. Mais uma vez, os Deuses resolveram perder uma de suas armas, e cabe aos semi-deuses recuperá-la.

“A mitologia nórdica, diferente do grego, é muito focado em ‘quem roubou minhas coisas?’ ” – Rick Riordan

O martelo de Thor foi roubado e a história gira em torno da recuperação do mesmo por Magnus e seus amigos. Quem está por trás disso ? Não é difícil adivinhar, pois se trata do maior vilão da mitologia nórdica. Ele fará questão de conseguir aquilo que mais deseja, nem que tenha de usar suas filhas(os) para isso!

Outro fator importante dessa nova saga, é a inclusão social, com personagens chave representando as chamadas ‘minorias’. Após conhecer Samirah, uma muçulmana, conhecemos sua irmã/irmão Alex Fierro, que possui gênero fluido (um dia ela acorda mulher, no outro homem, mas não a chame de cara aleatoriamente ! ). Magnus, obviamente, demora para entender o significado disso tudo.

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Se você achou o primeiro engraçado, Riordan dobrou a quantidade de ironias e piadas nesse segundo livro. Indo de momentos tensos e pesados, como a infância de Hearth, a momentos divertidos de se imaginar, como Jacques cantando músicas pop atuais, O Martelo de Thor é sensacionalmente bom (ó, que novidade! ). Toda uma imagem grandiosa que tínhamos dos Deuses dos filmes de heróis, é desmistificada. Thor é na verdade, um grande imbecil soltador de pum, por exemplo.

Os Deuses de Asgard tem tudo para ser mais uma excelente saga de Rick Riordan, e o final do segundo livro só corrobora para o tão sonhado encontro dos protagonistas das séries anteriores.

”A espada pulsou, quase como se tivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.” 

O autor consegue introduzir um assunto tão denso, como a mitologia nórdica, nos moldes do século XXI, instigando os leitores a saber mais sobre o assunto. Quem é fã desde Percy Jackson, irá se apaixonar por mais duas obras de Riordan, e também por Magnus.

”Um dia, quero estudar os vikings. Homens que usam sutiã de metal são demais!” – Magnus Chase. 

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