Ler é Bom, Vai | Vidas Muito Boas, um dos melhores livros de J.K. Rowling

Só de ver esse nome no título da matéria, o sorriso já chega no rosto. Como já citei diversas vezes aqui no Ler é Bom, Vai!, não sou uma pessoa moderada quando o assunto é Harry Potter. Citando um momento de A Culpa é das Estrelas, de John Green, é provável que eu lesse até mesmo a lista de compras de J.K. Rowling. Li Morte Súbita e me decepcionei. Entretanto, para me provar que merece estar na segunda posição de meus autores favoritos – Rick Riordan ocupa o topo -, ela escreveu os livros sobre Cormoran Strike. Quando a Editora Rocco anunciou o lançamento de Vidas Muito Boas, primeiramente fiquei feliz. Quando recebi o exemplar em casa, parei tudo que estava fazendo e comecei a ler, afinal, são apenas 68 páginas. Quando terminei a leitura em questão de minutos, tive a certeza de que essa mulher é realmente um gênio.

Há quem diga que por ser tão curto, o livro não deve ser levado em conta dentre as publicações da autora. Este é na verdade, seu épico discurso feito na Universidade Harvard em 2008. Sim, há 10 anos tais palavras foram proferidas e não poderiam ser mais atuais. Não pude deixar de pensar na batalha travada diariamente entre a autora britânica e o ser que hoje ocupa o cargo de presidente dos Estados Unidos. Certamente é algo que me fez pensar ainda mais sobre o poder atribuído a um único ser humano. Poder esse que vai muito além de suas obrigações como presidente, afinal, estou falando de palavras. Com as suas, Rowling moldou toda uma geração e continua desenvolvendo caracteres ao redor do mundo. Trump por sua vez, vem destruindo vidas e mentes de cidadãos. Deixo aqui minha reflexão, vamos ao livro.

Vidas Muito Boas

Todos teremos um dia, a difícil tarefa de escolher um professor paraninfo para nos representar. Eu por exemplo, o tive de fazer duas vezes na vida. Felizmente fui agraciada com discursos bonitos e motivadores por parte de meus professores. Mas como queria ter me formado em Harvard no ano de 2008. Como queria ter estado presente para ouvir J.K.Rowling declamar tais palavras. Hoje, dez anos depois, me arrepiei ao ler seu discurso – e olha que o já tinha visto na internet.

J.K. Rowling
Divulgação

Era esperado que ela falasse algo sobre Harry Potter, afinal, o discurso aconteceu um ano após o último livro ser publicado. O público já havia se despedido de suas palavras sobre o menino bruxo, e estávamos ansiando por mais. Em seu discurso como paraninfa, Rowling falou sobre as vantagens do fracasso e a importância da imaginação. Pensem a relevância disso para uma turma de alunos recém formados e prontos para ingressar no competitivo mercado de trabalho.

“Existe um prazo de validade para culpar os pais por guiarem vocês para o lado errado; no momento em que vocês têm idade para assumir o controle, a responsabilidade é sua.”

Quando olhamos a mulher de sucesso que J.K. Rowling se tornou, jamais imaginaríamos sua experiência com o fracasso. Em Vidas Muito Boas, mesmo que brevemente, conhecemos uma nova mulher, diferente daquela autora de Harry Potter. Ao final da leitura, só adicionei mais um motivo para um dia agradecê-la por tudo que fez por mim.

Essa será a única citação do livro que deixarei aqui, pois não quero tirar a magia de sua leitura. Este é um livro curto, e por isso, deve ser aproveitado a cada ponto final. Provavelmente lerei Vidas Muito Boas mais de uma vez na vida, pois este é daqueles livros que estará lá para nós quando precisarmos.

Vidas Muito Boas
Divulgação/Rocco
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